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sábado, 26 de janeiro de 2013

Atividade Física, mais que um Hábito... uma Necessidade!




Ao longo da história a atividade física sempre esteve presente na rotina da humanidade, em todo o tempo associado ao estilo da época; a caça dos homens das cavernas para a sobrevivência; os Gregos e suas práticas desportivas na busca de um corpo perfeito; ou de cunho militar como o exemplo na formação das legiões romanas... Mas essa relação entre a atividade física e o homem, em sua rotina diária, parece estar diminuído gradativamente ao longo de nossa história.

E a medida em que as ciências e seus aparatos tecnológicos facilitam nosso dia-a-dia, o progresso traz uma situação paradoxal; de um lado temos a redução da mortalidade infantil e por doenças infecto-contagiosas e ainda o aumento da longevidade; e do outro, o aumento de doenças crônico-degenerativas e a perda da qualidade de vida, porque o fato de viver mais não necessariamente indica viver melhor. Destacando então a importância de reaprendermos hábitos saudáveis, como o cuidado com a dieta, prática de atividade física regular, administração de trabalho e lazer, controle do estresse, além de evitar substâncias e atividades que possam acelerar a degradação do nosso corpo.

A tecnologia e o progresso trouxeram facilidades, isso é inquestionável, mas junto incrementaram as doenças silenciosas formando uma epidemia que se estabelece quase sem sintomas em suas primeiras fases e vão gradativamente se desenvolvendo ao longo dos anos, identificadas como Doenças Crônicos Degenerativas, que tem sua origem em uma série de fatores como: predisposição genética, influência do meio externo e hábitos de vida e nesse último inclui em destaque a prática de atividades físicas.


Mas apesar dessa fórmula milagrosa, a atividade física, estar presente hoje em todas as mídias, cada vez mais a população apresenta problemas relacionados com a falta de exercícios. E a desculpa mais freqüente é a falta de tempo ou falta de condições para prática. Isso tudo é agravado pela economia de movimentos em nossa rotina, como a comodidades do controle remoto, telefone celular, elevadores e escadas rolantes, meios de transporte automotivos, sem falar nas horas diárias dedicadas a televisão ou ao computador. E infelizmente, parece ser um fenômeno de dimensões mundial, pois uma das doenças associadas à falta de exercícios como a obesidade tem prevalência em quase todo planeta.

Com o avanço dessas epidemias silenciosas até o conceito de saúde teve de ser revisto e as instituições de saúde pública governamentais e não governamentais ressaltam a importância dos conceitos como promoção e prevenção na saúde. Destacando para a importância de hábitos mais saudáveis ao logo de toda a vida. Assim essas iniciativas foram divididas em duas frentes, uma de âmbito macro com o destaque em papel de políticas públicas (combate à poluição, saneamento básico e preocupação com o meio ambiente) e outra com a necessidade do compromisso pessoal com a manutenção da própria saúde.

Para ressaltar o papel da atividade física basta comparar uma pessoa ativa fisicamente de qualquer idade com um inativo de mesma idade, quando comparados a diferença nos índices fisiológicos (não visíveis) são consideráveis, porém o que fica evidente é que o ativo invariavelmente terá maior mobilidade, autonomia e maiores capacidades físicas como por exemplo: força muscular, flexibilidade e resistência aeróbia, tão importantes em sua vida diária.

Baseados nesse novo paradigma, diversos programas e projetos foram implementados ao longo dessas últimas décadas, mas sempre destacando a importância do envolvimento pessoal e a necessidades de hábitos mais saudáveis como a prática regular de atividades físicas.
Mas por que toda essa preocupação com o grau de condicionamento físico da população mundial? Porque estudos longitudinais apontam para a relação direta e favorável entre o nível de aptidão física, atividade física praticada e a saúde.

A relação abaixo demonstra quais as doenças que podem ser evitadas ou minimizadas com o fato de exercitar-se regularmente:

- Doenças aterosclerótica coronariana;

- Diabetes melito tipo II;

- Hipertensão arterial sistêmica

- Osteoporose e Osteoartrose;

- Acidente Vascular Encefálico -AVC;

- Obesidade;

- Doenças Vascular Periférica;

- Ansiedade e Depressão;

- Câncer de Cólon, Mama, Próstata e Pulmão.